Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos indica que os pequenos prazeres do cotidiano reforçam o sistema imunológico do organismo.

 

 

Conversar, encontrar amigos e jogar futebol, enfim, viver momentos agradáveis, são os novos aliados do organismo na luta contra as doenças, de acordo com uma pesquisa realizada nos Estados Unidos. Os pequenos prazeres cotidianos reforçam o sistema imunológico do organismo, garantem os pesquisadores.

O psicólogo americano Arthur Stone, da Universidade Estadual de Nova York, está convencido que pequenos prazeres, como a festa de aniversário de um filho ou uma prosaica pescaria com amigos, podem fortalecer o sistema imunológico. Stone e seus colegas concluíram que existe uma indiscutível relação entre eventos considerados agradáveis e o aumento de moléculas defensoras do organismo. “O estudo reforça a hipótese de que eventos corriqueiros influenciam todo o sistema imunológico”, diz o psicólogo.

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As alegrias domésticas, como uma conversa relaxante depois do jantar, por exemplo, são as primeiras colocadas no ranking das atividades que mais provocam aumento de anticorpos. De acordo com a pesquisa, os efeitos positivos dos pequenos prazeres sobre as defesas do organismo são mais duradouros do que as conseqüências negativas. “A relação causal foi muito mais forte no primeiro caso do que no segundo”, disse Stone em entrevista a SUPERINTERESSANTE.

Os cientistas já sabiam que episódios muito estressantes, como a morte de uma pessoa querida ou a perda do emprego, são capazes de baixar a eficiência do sistema imunológico. No caso, são tristezas muito fortes, mas esporádicas. O que ninguém podia afirmar com certeza era que as pequenas frustrações do dia-a-dia, e não só as grandes, também seriam danosas. Nesse sentido, o estudo americano foi revelador. Os problemas de trabalho são os maiores inimigos da defesa do organismo, de acordo com o ranking da pesquisa. Eles diminuiriam o número de anticorpos até três vezes mais do que as preocupações com dinheiro, que ocupam o segundo posto dentro do grupo de voluntários analisado.

Mas até que ponto esses problemas cotidianos seriam nocivos? No início da investigação, Stone formulou a teoria de que um evento indesejável conseguiria diminuir ou anular os efeitos positivos de uma ocorrência desejável, quando os dois aparecessem no mesmo dia. Isso acabou não se confirmando. Felizmente, uma alegria ainda é uma alegria para o sistema imunológico, mesmo num dia que se revele cheio de contrariedades.

O problema com a pesquisa de Stone é a sua pequena abrangência. Ninguém pode afirmar que com pessoas de outras faixas etárias, ou de classes sociais diferentes, um jantar em família tenha o mesmo peso que para os voluntários nova-iorquinos. Mas a pesquisa é um bom indicador de que os prazeres do cotidiano, mesmo quando pequenos, fazem muito bem para o organismo. Ser feliz, afinal, é uma atitude saudável.

 

 

As melhores alegrias

1- Situações de felicidade doméstica (festa de aniversário de um parente, refeição em paz com a família)

2- Momentos de lazer (pescaria, jogging, jogo de futebol)

3- Experiências interiores satisfatórias (prazer religioso, sessão de análise produtiva)

4- Bem-estar com amigos (noitada agradável num bar, bate-papo)

5- Satisfação no trabalho (elogio do patrão, tarefa bem realizada)

6- Tranqüilidade financeira (pagamento de uma dívida, recebimento de um dinheiro extra).

 

 

As piores tristezas

1- Problemas no trabalho (bronca do patrão, dificuldade para realizar alguma tarefa)

2- Preocupações financeiras (dívidas a pagar, despesas imprevistas)

3- Desentendimentos com amigos (discussões, frustrações)

4- Brigas conjugais

5- Experiências pessoais insatisfatórias (frustrações religiosas, sessões de análise improdutivas)

6- Situações domésticas ruins (discussões durante o jantar, fes-ta de aniversário em que as coisas saem erradas).

 

FONTE: Superinteressante
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